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Como dividir as contas da república sem planilha e sem briga

02 de setembro de 2026 · 3 min de leitura

Morar em república resolve o custo do aluguel e cria um problema novo: uma casa tem muito mais contas do que parece, e quase nenhuma divide igual de forma óbvia.

Aluguel é fácil — mas e quando um quarto é maior? Internet divide igual, mas e quem trabalha de casa e usa o dia inteiro? Mercado é o pior de todos: alguém sempre come mais, alguém é vegetariano, alguém quase nunca janta em casa.

Comece separando o que é fixo do que é variável

Fixo é o que tem valor previsível: aluguel, condomínio, internet, streaming. Divide uma vez e vale por meses.

Variável é o que muda: energia, água, gás, mercado. Precisa ser recalculado a cada mês.

A maioria das brigas acontece porque as pessoas tratam os dois do mesmo jeito. Contas fixas você combina uma vez e automatiza. Contas variáveis precisam de um combinado sobre como dividir, não sobre quanto.

Quarto maior paga mais?

Sim, e vale definir isso antes de alguém se mudar. A forma mais usada é proporção por metragem: some a área dos quartos, calcule o percentual de cada um e aplique sobre o aluguel.

Se um quarto tem suíte, ou se um tem janela e o outro não, é razoável ajustar. O importante não é a fórmula ser perfeita — é ser combinada antes e pública para todo mundo.

O que fazer com a energia

Energia é onde mora o ressentimento silencioso. Quem trabalha de casa usa ar-condicionado o dia inteiro; quem sai às 7h e volta às 20h paga a mesma coisa.

Três formas de resolver, da mais simples à mais justa:

  1. Divide igual e ninguém reclama — funciona quando o uso é parecido
  2. Quem usa ar-condicionado paga uma parte fixa a mais, combinada antes
  3. Divide por presença: quem viajou duas semanas paga proporcional

A opção 1 funciona melhor do que parece, desde que ninguém tenha um consumo muito fora da curva.

Mercado é caso à parte

Não tente dividir mercado igual. Nunca funciona.

O que funciona é separar compartilhado de individual. Papel higiênico, produto de limpeza, café, arroz, sal — compartilhado, divide igual. Comida específica de cada um — cada um compra a sua.

Uma lista compartilhada no celular com quem pagou o quê, e um acerto no fim do mês, resolve sem burocracia.

O calendário importa mais que a planilha

A maioria das repúblicas monta uma planilha caprichada no primeiro mês, atualiza no segundo e abandona no terceiro. Não é preguiça: é que manter planilha é trabalho recorrente que ninguém quer fazer para sempre.

O que sustenta a divisão no longo prazo não é a ferramenta, é a data fixa. Todo dia 5, todo mundo acerta. Vira rotina, e rotina não depende de alguém lembrar.

O combinado que evita 90% dos problemas

Antes de assinar o contrato, decidam juntos:

  • Quanto cada um paga de aluguel, e por quê
  • Quais contas dividem igual e quais não
  • Em que dia todo mundo acerta
  • Para quem cada conta vai (e para qual Pix)
  • O que acontece se alguém atrasar
  • Como fica quando alguém viaja ou sai da casa

Meia hora de conversa no começo economiza meses de mal-estar.

Automatizando a parte chata

Para as contas fixas — internet, streaming, aluguel — o Rachou tira o trabalho recorrente do caminho: calcula a parte de cada um, cobra na data combinada com o Pix pronto e tira quem deixa vencer.

Serve exatamente para o tipo de conta que não muda de valor e por isso não deveria exigir que alguém lembre todo mês.

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